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Camargo denuncia queda de 60% no orçamento da agricultura no governo Marcos Rocha
Deputado apresentou dados oficiais que revelam corte bilionário na Função Agricultura e esvaziamento da SEAGRI durante o governo Marcos Rocha
Por Administrador
Publicado em 30/05/2026 17:51
Deputado Estadual delegado Rodrigo Camargo - Rondônia
TEXTO: WELIK SOARES
Com dados extraídos da Lei Orçamentária Anual (LOA) e da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPOG-RO), o parlamentar comparou os números do último ano do governo Confúcio Moura (2018) com os do governo atual de Marcos Rocha (2026) e revelou o que classificou como “um retrocesso sem precedentes contra o homem do campo”.
 
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Receita triplicou, mas agricultura encolheu
 
Segundo os dados apresentados pelo deputado, a receita total do Estado saltou de R$ 18,6 bilhões em 2026 — um crescimento nominal de 137,5%. No entanto, a dotação total da Função Agricultura caiu de R$ 430,3 milhões, uma redução de 5,2% em valores nominais.
 
Em termos proporcionais, a situação é ainda mais grave. A participação da agricultura na receita total despencou de 5,78% para apenas 2,31%. “Se o governador Marcos Rocha mantivesse a mesma proporção de investimento de 2018, a agricultura deveria receber hoje mais de 1 bilhão de reais. Faltam 647 milhões de reais tirados do direito do produtor rural”, afirmou Camargo durante o discurso.
 
SEAGRI sofreu corte de 83%
 
O deputado também direcionou críticas ao esvaziamento da Secretaria de Estado da Agricultura (SEAGRI). De acordo com os números oficiais, a dotação da SEAGRI caiu de R$ 74,4 milhões em 2026 — uma redução de 60,5% em valores nominais. Em termos de participação no orçamento, a queda foi de 2,40% para 0,40%, representando um corte de 83%.
 
“A SEAGRI, que deveria ser o braço forte do homem do campo, foi completamente esvaziada. Faltam 373 milhões de reais só na SEAGRI se compararmos com a proporção de 2018. Isso é abandono, isso é descaso, isso é desrespeito com quem alimenta este estado”, declarou o parlamentar.
 
 
Deputado aponta perseguição velada ao produtor rural
 
 
Em tom firme, o Delegado Camargo alertou que o retrocesso nos investimentos faz parte de um padrão de governos alinhados à esquerda que, segundo ele, perseguem o agronegócio de forma velada. “Eles vêm mediante embargos ambientais absurdos que travam a produção, por meio de multas injustificáveis que sufocam quem trabalha honestamente na terra e através da retirada criminosa de investimentos que deveriam desenvolver o homem do campo”, afirmou.
 
O deputado ainda fez uma comparação direta entre os dois governos: “Se com o Confúcio Moura já era ruim, com o Marcos Rocha é ainda pior. E eu provo o que estou dizendo com os números oficiais do próprio governo”.
 
Compromisso com o agronegócio
 
Ao encerrar o discurso, o Delegado Camargo reforçou seu compromisso com o setor produtivo e sinalizou que pretende continuar cobrando o governo estadual por mais investimentos no campo. “O agronegócio de Rondônia não cresce por causa do governo Marcos Rocha. O agronegócio cresce apesar do governo Marcos Rocha. Cresce pela força, pela teimosia e pela coragem de cada produtor rural deste estado”, concluiu.
 
Os dados apresentados pelo deputado têm como fonte a Lei nº 4.231/2017 (LOA 2018) e a LOA 2026, ambas disponíveis nos registros da SEPOG-RO.
 
TEXTO: WELIK SOARES
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